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Entrada Secção em Blogue Sindicalismo Entrevista com Diego Giménez Moreno
Entrevista com Diego Giménez Moreno PDF Imprimir E-mail
Escrito por Max Nettlau   
Dom, 25 de Janeiro de 2009 13:51

Entrevista com Diego Giménez Moreno, militou na juventude libertária e na CNT-FAI em 1936

 

1)CNT, FAI e JJLL: Precedentes históricos (até junho de 1936).

FAI – Federación Anarquista Ibérica – Foi constituída no ano de 1927, num encontro de um grupo de anarquistas espanhóis e portugueses em Valencia, Espanha, com a finalidade de reunir o Anarquismo Ibérico e era formada por grupos de afinidade.

Na Espanha considerava-se que esse movimento também reforçava o Anarco-sindicalismo.

JJLL – Federación Nacional de Juventudes Libertárias – Foram organizadas durante a 2a República Espanhola de 14 de abril de 1931, reforçando junto com a FAI e CNT, a luta contra o sistema.

CNT – Conferación Nacional Del Trabajo – Tanto a FAI quanto a JJLL, militavam na CNT: como trabalhadores eram filiados. Militavam nos sindicatos como trabalhadores ou como produtores.

 

Os Ateneus Libertários que se formaram na época, eram os Centros de Cultura ativados na sua maioria pelos jovens, que mantinham viva essa cultura. Havia vários Ateneus Libertários em cada cidade. Dentro deles aconteciam palestras cotidianamente. Em alguns foram criadas Escolas Racionalistas. Era um movimento amplo: tinha vida própria. Cotidianamente realizava-se Teatro Amador.

Organizavam-se “Ciras” (Pic-nic). Às vezes juntavam-se grupos de uma e de outra cidade. Como Barcelona estava cercado de montanhas, bosques e existiam mananciais de água pura, sempre fazia-se parada num dos mananciais para saciar a sede. Os jovens na maioria não fumavam e nem bebiam. A vida vegetariana tinha campo neste meio. Aproveitava-se o tempo. Além da troca de idéias entre pequenos grupos, sempre se usava um livro que alguns tinham lido e outros não e faziam-se comentários sobre o livro. Falava-se também sobre momentos que estávamos vivendo: o problema social. Havia debates.

Nas Juventudes Libertárias não se descriminava a mulher. Havia uma grande parte de mulheres que participavam.

Concluindo, os debates, o livro comentado, a discussão dos jornais que se publicavam na época, a colaboração que todos davam para manter esses jornais, trazia como conseqüência que sempre estávamos informados sobre os problemas políticos e sociais.

Participei de uma “Cira” no dia 10 de maio de 1932. Reuniram-se 5000 pessoas. Naquele tempo eu já namorava e levei a namorada que só podia vir desde que acompanhada pelo irmão menor. Formaram-se vários grupos. Era um bosque. Alguns preparavam a paella. Os que já tinham inclinação pela alimentação naturista, formavam outro grupo e mais afastados um grupo de nudistas.

Naquele dia tiramos uma fotografia com um amigo e companheiro de sempre, Fernando e o seu cunhado. Essa foto foi destruída pela minha mulher quando estourou a ditadura de Franco, com medo de represálias.

CNT, FAI e JJLL, as três juntas, cumprem a sua missão histórica.

Enfocando do ponto de vista social, eu só posso dizer que somente o Movimento Libertário é capaz de resolver os problemas sociais.

Entrevista completa aqui

Última atualização em Dom, 25 de Janeiro de 2009 13:56
 

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