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Entrada Informes Anarquismo 37 Milhoes de eleitores rejeiram as eleições Estaduais
37 Milhoes de eleitores rejeiram as eleições Estaduais PDF Imprimir E-mail
Escrito por MLB e COB-AIT   
Qua, 06 de Outubro de 2010 11:02
37 MILHÕES DE ELEITORES REJEITAM ELEIÇÕES ESTADUAIS

O voto de protesto dos eleitores contra todas as misérias identifica diversas opções nas manifestações de desacordo da população a realidade social e política do País. Estas insatisfações são mensuradas através do índice de rejeição eleitoral, medido pelas abstenções, voto nulo e voto em branco.

Ao compararmos o número de eleitores que se abstiveram nesta eleição para governador, com a soma dos votos em branco e nulo, encontramos que 37 milhões dos eleitores do Brasil (27,32%) negaram o seu voto aos candidatos neste primeiro turno significando uma negação ao sistema político e econômico.

Indice 

No Brasil, 135,8 milhões de eleitores, vão para o segundo turno na eleição para presidente. Em dez estados da federação, 19,93 milhões de eleitores, estarão disputando as eleições para governador.

 

Vamos para o segundo turno, onde o canibalismo na busca pelo voto intensifica um vale tudo que revolta e confunde, não trás contribuição para esclarecer a população e nem promove a mudança social. Perpetua-se a concentração de riquezas nas mãos de uns poucos: amplia a extrema desigualdade social, destruindo futuros; empurrando para a economia informal, o desemprego, a fome e a miséria.

É preciso deixar claro que as eleições não resolvem nada para os trabalhadores. Veja os baixos salários dos analfabetos, daqueles que não tem profissão; dos velhos, deficientes, aposentados e encostados; das mulheres, dos negros, dos estrangeiros; o baixo peso ao nascer; o não atendimento na pré-escola, a qualidade da educação, a evasão escolar, e falta de vagas para o ensino público de nível médio, técnico e universitário; a mortalidade de menores de cinco anos; a mortalidade materna; a mortalidade do HIV/AIDS e da tuberculose; a falta de médicos, leitos e UTIs pediátrica no SUS; o desequilíbrio ambiental e a falta de sistemas de coleta e tratamento no saneamento básico; o desemprego; o trabalho sem Direitos; o trabalho escravo e o trabalho infantil; a situação dos índios, de suas crianças, dos adolescentes, das mulheres e dos velhos; a violência; o custo dos transportes, da alimentação, dos alugueis; e os extorsivos juros bancários, comerciais; e das tarifas públicas; a falta de Direito ao lazer dos trabalhadores.

A verdadeira luta política é aquela que ataca o ponto central de dominação do capitalismo que está na hegemonia do poder econômico causador do desequilíbrio político e social. A luta econômica, por conquistas sociais, combate a precarização do trabalho e constrói melhores condições de vida.

A COB foi à única entidade sindical que com autonomia do Estado e dos Patrões mobilizou e organizou os trabalhadores, dentro dos princípios históricos do sindicalismo revolucionário. Sua destruição deve-se justamente a uma reação patronal que apelando às forças repressivas do Estado esmagaram o movimento, mas foram incapazes de destruir suas conquistas

Somos partidários dos sindicatos livres e do VOTO NULO DE PROTESTO por entendermos as eleições como uma farsa de democracia dos poderosos.

Nossa luta de resistência é pela reconquista dos Direitos dos trabalhadores, através da SOLIDARIEDADE e da AÇÃO DIRETA, construindo a AUTOGESTÃO SOCIAL através da livre organização.


O POVO ADMINISTRA MELHOR SEM PARTIDO E SEM PATRÃO


CONTRA TODAS AS MISÉRIAS: VOTE NULE E PROTESTE!


C.O.B./A.I.T. / M.L.B.

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Última atualização em Qua, 06 de Outubro de 2010 11:29
 

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