| Os "troscos" e a sua internacional tosca |
|
|
|
| Escrito por MLB |
| Sáb, 07 de Agosto de 2010 21:20 |
|
Os “troscos” e sua internacional tosca (Ou: Os trotskistas e a sua “maravilhosa” IV Internacional) “Fomos de fumo embriagados Paz entre nós, guerra aos senhores! Façamos greve de Soldados! Somos irmãos, trabalhadores! Se a raça vil cheia de galas Nos quer à força, canibais, Logo verá que nossas balas São para nossos generais.” (Trecho da A Internacional, composta pelo anarquista Eugene Pottier, 1871).
Em meio as fileiras das diversas categorias em greve, uma “vã vanguarda” ressurge reivindicando-se “a mais revolucionária e verdadeira dentro dos grupos proletários” e em uma velha atitude já conhecida deste a guerra civil na então recente velha e extinta URSS (período de 1919 até mais ou menos 1922), atitude esta que é a classificação da heterogeneidade proletária e suas organizações como reacionárias, isto é, se não aceitarem o catecismo da “vã vanguarda” da IV Internacional. É notório também o golpe dado por este partido no que concerne o desenvolvimento dos sovietes que tinham autonomia e eram descentralizados em relação ao poder central. Estes foram modificados durante o período da guerra civil em seu molde, passando de um órgão deliberativo, executivo e autônomo em relação ao governo central ao seu inverso, isto é, uma mera extensão do governo central e sem ação nenhuma e tendo obrigatoriamente a presença “indispensável e indesejável” de um representante do partido comunista em seu interior.
Isso desenvolvido graças às mentes brilhantes dos novos dirigentes da ditadura proletária russa, sendo Trotski um deles. Destacou-se este “notável” pela formação de um exército vermelho regado à muita vodca e confiscos indiscricionários e por muitas vezes obscuros, mas tudo para o bem da revolução em desenvolvimento, é claro, “camarada”! Impôs-se a todos os contrários ao governo central de Lênin&Cia (ou seria melhor a “tcheca”, a polícia do partido que viraria a KGB?), a força de seu argumento militar e repressor (ver história sobre a Makhnovtchina e o Kronstadt). É importante lembrar que a revolução russa abriu aos proletários russos, infinitas possibilidades revolucionárias, fato que a “vã vanguarda” não compreendeu e barrou o desenvolvimento da revolução. Em menos de três anos, a “vã vanguarda” se tornou uma retaguarda reacionária e assassina dos proletários, os mesmos que haviam participado da revolução sobre sua orientação. Isso ilustra um fato: os períodos de transição (conhecido pela alcunha de “Ditadura do proletariado”) são um grande logro e um freio às vontades revolucionárias mais urgentes, isso é, a expropriação e abolição de toda propriedade privada e de todo direito à herança, a autogestão proletária dos meios de produção de uma forma imediata, o fim de todos os meios de governos fixos e burocráticos e o fim de todas as explorações e flagelos a todos os seres vivos, nas suas diversas formas. O mais interessante é que se tivéssemos a paciência necessária para lermos os materiais de Trotski e da IV Internacional (o que seria um pleonasmo), veríamos que: tudo que for contrário as suas teses, se torna reformista, paliativo ou engodo. Assim, por uma obra digna de um alquimista dialético, coloca-se o joio, o trigo, a farinha de rosca e tudo o mais sobre a mesma peja, isto é, reacionários (leia o material Programa de Transição pag. 44, confeccionado pelo sr. Trotski); que existe uma tarefa “inexorável” da vanguarda, a saber, levar às “trevas da ignorância proletária”, “uma luz e uma via que se diz única” ou em suas palavras: “A tarefa das seções da IV Internacional é ajudar a vanguarda proletária a compreender o caráter geral e o ritmo de nossa época e fecundar a tempo a luta de massas por intermédio de palavras-de-ordem cada vez mais resolutas e por medidas organizacionais de combate.” (Programa de Transição, pag. 53) Leia com bastante atenção e perceba que a “vã vanguarda” é mais vanguarda ainda, já que orientará a vanguarda proletária. É muita vanguarda para pouco texto! O mais interessante é que se deixarmos nos ofuscarmos por suas palavras sedutoras, estaremos diante de um contexto revolucionário sem precedentes (o que em muito se deve ao roubo de idéias anarquistas que foram reformuladas). Muito bem! Abaixando um pouco as luzes dos holofotes “troscos”, perceberemos um pequeno detalhe em que a história será de grande auxílio. Como apresentado no inicio deste texto, o exército vermelho foi estruturado sobre sua supervisão. Foi usado para conter as forças reacionárias em primeira instância (exércitos brancos de Denikin, Koltchak e Wrangel). Após isso, esse mesmo exército no sentido militar da palavra (que se associa com hierarquia e autoritarismo), sempre sobre sua liderança, saiu reprimindo tudo que contrariasse o governo central, e assim sovietes, fábricas, milícias autogestionadas e tudo que não estivesse de acordo com os mandamentos centrais, foram fechados ou reprimidos (posteriormente na Espanha os trotskistas, junto com os anarquistas (irônico, não?), sentiriam na pele a repressão autoritária da “esquerda” quinta-coluna stalinista). E o pior de tudo isso, é que as condições necessárias de ascese ao poder pelo “companheiro Stálin”, foi garantida por Trotski ao atrelar os sindicatos, os trabalhadores e milícias descentralizadas à “ditadura soviética” e seu “sagrado estado”, reprimindo de forma geral a todos (reacionários ou não), sem critério algum (como já foi apresentado).Não se pode simplesmente esquecer que foi Lênin que inaugurou o totalitarismo na Rússia e deu a um reino de barbarie aos trabalhadores e serviu de exemplo para que mais tarde outro lider totalitário na Alemanha seguisse e espalhasse metodologias de extermínio de populações inteiras. E Trotski esteve presente sacramentando essas atrocidades. Para coroar as besteiras troskas conhecidas, acrescenta-se a perola de N. Moreno, que no melhor silogismo/falácia da dialética troska do mestre totalitário vaticina: “Por isso, a síntese do trotskismo hoje é que os trotskistas são os únicos no mundo inteiro que têm uma organização mundial (pequena, débil, tudo o que se queira dizer) porém a única internacional existente, a Quarta Internacional, que retoma toda a tradição das internacionais anteriores e a atualiza frente aos novos fenômenos, porém com a visão marxista: que é necessária uma luta internacional. (Ser Trotskista Hoje, pp 02”. O que mais esperar de conceitos totalitários? Essas auto-proclamações demagógicas que visam arrebanhar o maior número de pessoas que desqualificam como “massa”, cuja a única função é ser moldada para atingir objetivos pressupostos por essa vã-vanguarda internacional, que é a líder suprema das “massas”. Este esboço textual é apenas um singelo alerta à “suposta rebeldia trotskista e sua IV Internacional” que deveriam deixar aonde esta, fechado na caixa de Pandora. Obs: Se continuarem céticos a respeito deste escrito, procure nos livros de história e de análise a respeito, o material necessário para suas próprias conclusões, onde posso sugerir: A “revolução” contra a revolução de Nestor Makhno; Les anarchistes dans la révolution russe de Alexandre Skirda; Kropotkin, textos escolhidos seleção de Maurício Tragtenberg; Los anarquistas (tomo 2) seleção de Irving Luis Horowitz etc. |
| Última atualização em Sáb, 07 de Agosto de 2010 21:35 |
Fornecido por Joomla!. Designed by: Joomla Template, mysql hosting. Valid XHTML and CSS.







