Tuesday 07th of February 2012
| Bolsa de Valores - Definição |
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| Escrito por Max Nettlau |
| Seg, 11 de Agosto de 2008 02:19 |
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Instituição em que se negociam títulos e ações. As bolsas de valores são importantes nas economias de mercado por permitirem a canalização rápida das poupanças para sua transformação em investimentos. E constituem, para os investidores, um meio prático de jogar lucrativamente com a compra e venda de títulos e ações, escolhendo os momentos adequados de baixa ou alta nas cotações. Em suas origens, as bolsas de valores confundiam-se com as bolsas de mercadorias, mas a partir do século XVIII, com o extraordinário aumento das transações com valores mobiliários e, sobretudo, com o surgimento e posterior desenvolvimento das sociedade por ações, iniciou-se um processo de especialização do qual resultou o aparecimento de bolsas dedicadas exclusivamente a operações com títulos e ações. Na atualidade, as mais importantes bolsas de valores do mundo são as de Nova York, Paris e Tóquio. Duas fases distintas marcam o funcionamento diário de uma bolsa de valores: a da fixação das cotações por anúncio (ou por chamada) e a da fixação por oposição. A primeira fase consiste num pregão, em que os interessados declaram em voz alta os preços que estão dispostos a pagar (ou receber) pelos papéis que lhe interessam (ou que queiram vender); trata-se, portanto, de um leilão, no qual a regra básica é o encontro da oferta com a procura. Terminada a primeira fase, inicia-se a da fixação das cotações por oposição: a fim de conter a possível flutuação extremada dos preços da primeira fase e fixa a cotação de cada papel para o restante do dia, de tal forma que nenhum negócio poderá ser feito fora da cotação estabelecida. As transações pode ser feitas a pronto (também chamada à vista) ou a termo (a prazo). Na primeira modalidade, os papéis negociados são entregues imediatamente após o registro da transação na bolsa. Na segunda, os papéis são entregues ao fim de um prazo estabelecido pelas partes; entre a compra e a entrega, o comprador pode revender os papéis que adquiriu, com isso ganhando ou perdendo conforme as oscilações da cotação nesse período. Os negócios nas bolsas não podem ser feitos diretamente por qualquer pessoa ou empresa. Cada bolsa de valores credencia certo número de pessoas, os corretores, que funcionam como intermediários entre compradores e vendedores. São eles o centro nervoso do sistema, pelo conhecimento aprofundado que possuem dos títulos existentes no mercado. O mercado da bolsa é regulado, em primeiro lugar, por fatores econômicos mais objetivos, tais como a situação real da empresa que põe seus papéis à venda, suas condições de produção e comercialização, a capacidade administrativa de sua direção, a situação das empresas concorrentes e a conjuntura econômica do país. Mas há uma influência fundamental exercida também por condições psicológicas: por exemplo, um clima de exagerado otimismo em relação a determinada empresa pode levar à supervalorização de suas ações. De situações como essa podem surgir distorções perigosas no mercado. A fim de conter excessos e manter sua credibilidade, as bolsas, com certa freqüência, estabelecem limites máximos para a valorização dos papéis negociados. Além disso, as bolsas têm o dever de orientar os investidores tais como o comportamento das ações, as quantidades de compra e venda e os índices de liquidez e rentabilidade de cada papel. Fonte: Dicionário de Economia e Administração - Paulo Sandroni |
| Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 19:39 |
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