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A Concepção Anarquista do Sindicalismo – Neno Vasco PDF Imprimir E-mail
Escrito por Neno Vasco   
Sáb, 09 de Agosto de 2008 04:49
Índice do Artigo
A Concepção Anarquista do Sindicalismo – Neno Vasco
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A Concepção Anarquista do Sindicalismo – Neno Vasco

Introdução -

Como iremos nos ater em dois capítulos específicos – Anarquismo e Sindicalismo e O Automatismo Sindical, será necessário um intróito para contextualizar a época de feitura da obra e sua importância ao sindicalismo atual, com uma importante referência dentro do movimento anarquista.

Segue então.

1-Notas iniciais


A Concepção Anarquista do Sindicalismo foi feito por Gregório Nazianzeno Moreira de Queirós Vasconcelos, cujo o pseudônimo era Neno Vasco, mas não o terminou, vindo a falecer em 1920 por tuberculose, em Portugal. Sua obra inacabada levou três anos para ser publicada, apenas em 1923, em Lisboa, pelo Editorial d'A Batalha.

E foi umas das melhores contribuições ao movimento operário português e em menor instância, no Brasil.

Em uma retrospectiva geral sobre Neno Vasco, ele ficou no Brasil de 1900 até 1911, retornando a Portugal. No Brasil, foi editor de vários jornais e trocava correspondência direta com Malatesta, de grande impacto em suas obras. Como um indivíduo de seu tempo, escreve sobre o movimento sindical e sua relação intima com o anarquismo, que neste período está em crescimento, sendo a única referência concreta de luta para os trabalhadores em sua jornada emancipatória.

As características básicas do livro: levanta questões sobe o sindicalismo como movimento social e o anarquismo como ideologia e sua relação, já observando os processos revolucionários que isso acarreta.

A concepção de Neno Vasco é anarquista, isto é sem dogmas, sem doutrinação, mas não há consenso sobre esse assunto, há diversidades de opiniões.

O sindicalismo como tática para o anarquismo, e é muito mais que isso, é uma escolha estratégica por excelência, de importância para o projeto de transformação social. É uma instância de transformação de longo prazo; de dimensões sociais incomparáveis e assume um papel transformador por si só dentro do movimento social. Na história, toda vez que os anarquistas deixavam o movimento operário, igualmente as perspectivas concretas de revolução social deixa de ser prioridade.

A concepção de Neno Vasco : formaliza e teoriza prática das ações dominantes na época (década de XX) – fase expansiva do sindicalismo de influência anarquista que desde a década de 90 do século XIX, na França, Italia, Espanha, Portugal, Suécia, Estados Unidos, Argentina e em países em industrialização inicial, é preponderante o método anarco sindical. O sindicalismo revolucionário: ações coletivas e de iminência revolucionário. No Brasil é que forja suas convicções anarquistas e amplia seu ideário com o pensamento de Malatesta, e descrer das idéias de Kropotkin vindas da França, principalmente por causa da guerra e da Revolução Russa e do papel que Kropotkin assumiu.

Conceitos de Neno: Malatesta, com quase nenhuma divergência. Forma de escrita visando contextualização da prática e ideário anarquista. Certa rigidez de pensamento (ortodoxia) o que dificulta entender novas situações, e nem sempre é capaz de responder as exigência prática da ação política. Característica mais ética do que política, típica dos anarquistas.



Última atualização em Qui, 15 de Janeiro de 2009 20:56
 


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